Por que o álcool afeta homens e mulheres de maneira diferente
Estudos recentes revelam que a disparidade de género no consumo de álcool está a diminuir. Embora a igualdade seja tipicamente positiva, o facto de as mulheres alcançarem os homens nos hábitos de consumo de álcool não é necessariamente uma vitória. Com o aumento do consumo de álcool pelas mulheres e os danos relacionados, é crucial examinar como o álcool afeta os géneros de forma diferente. As diferenças biológicas desempenham um papel significativo nessas disparidades.
Principais diferenças biológicas
Vários factores explicam porque é que o álcool afecta homens e mulheres de forma diferente:
- Metabolismo: As mulheres processam o álcool com menos eficiência devido à menor atividade da álcool desidrogenase gástrica (ADH), uma enzima responsável pela degradação inicial do álcool no estômago.
- Composição Corporal: Os homens geralmente têm maior tamanho corporal, mais massa muscular e maior volume sanguíneo, levando a concentrações de álcool mais diluídas em comparação com as mulheres.
- Volume de fluidos: Os homens normalmente têm maior conteúdo de água corporal, diluindo ainda mais o álcool em seus sistemas.
- Hormônios: As flutuações hormonais durante o ciclo menstrual podem aumentar a sensibilidade ao álcool nas mulheres, especialmente perto da ovulação. Os contraceptivos orais podem prolongar este período sensível.
Padrões de Consumo e Riscos
Dados do CDC mostram que 58% dos homens e 49% das mulheres relataram beber no último mês. As taxas de consumo excessivo de álcool também são mais altas nos homens (21% vs. 13%). No entanto, as mortes relacionadas com o álcool aumentaram mais acentuadamente entre as mulheres (34,7% vs. 26,8% para os homens entre 2016 e 2021).
Impactos na saúde e segurança
Os efeitos do álcool variam de acordo com o sexo em diversas áreas principais:
- Intoxicação Aguda: As mulheres normalmente atingem concentrações mais elevadas de álcool no sangue mais rapidamente, aumentando os riscos de deficiência e intoxicação por álcool.
- Saúde a longo prazo: As mulheres enfrentam maiores riscos de doenças hepáticas, certos tipos de câncer, problemas cardiovasculares e progressão mais rápida para transtorno por uso de álcool.
- Saúde Mental: As mulheres são mais suscetíveis à ansiedade e à depressão associadas ao álcool e são mais propensas a beber durante períodos estressantes.
- Fatores Sociais e de Segurança: O álcool aumenta os riscos de agressão sexual e violência doméstica, que afetam desproporcionalmente as mulheres. As mulheres também enfrentam maior estigma quando bebem e encontram mais barreiras ao tratamento.
Diretrizes para beber e reduzir riscos
O CDC recomenda não mais do que 2 bebidas por dia para homens e 1 para mulheres, refletindo diferenças biológicas. Para reduzir ou parar de beber:
- Entenda seus limites pessoais
- Acompanhe sua ingestão de álcool
- Escolha alternativas sem álcool
- Construa uma rede de apoio
- Use ferramentas como o Quitemate para suporte ao consumo consciente
Conclusão
O álcool representa riscos únicos e muitas vezes maiores para as mulheres nos domínios da saúde física, mental e social. Reconhecer essas diferenças ajuda os indivíduos a tomar decisões informadas sobre o consumo de álcool. A redução do consumo de álcool beneficia a todos, independentemente do sexo.