Compreendendo o transtorno por uso de álcool: um olhar mais atento
Muitas vezes começa sutilmente e aumenta com o tempo. No início, você pode sair na maioria dos fins de semana e perguntar casualmente ao anfitrião da festa se haverá vinho. Talvez você comece a visitar o bar local para uma noite de curiosidades todas as quintas-feiras - mesmo quando ele estiver cancelado. Em pouco tempo, um copo – ou dois, ou quatro, ou uma garrafa – de cabernet se torna uma rotina noturna. Eventualmente, você pode se perguntar aquela pergunta difícil: sou alcoólatra?
Por que o álcool é tão viciante?
E quando beber realmente se torna um problema? Em termos simples, o transtorno por uso de álcool (AUD) se desenvolve quando você não consegue parar ou controlar o consumo de álcool, mesmo quando isso causa problemas em sua vida. Embora o AUD possa variar de leve a grave, a boa notícia é que a recuperação é possível em qualquer fase. Este não é um tema fácil, mas entendê-lo é um passo importante para fazer escolhas mais saudáveis – então vamos explorá-lo com mais detalhes!
Parte 1: História do AUD
Compreender o AUD não se trata apenas do presente – também é interessante relembrar a sua história. Como nossa compreensão do AUD evoluiu ao longo do tempo? Façamos uma breve viagem pela história.
Ancient Times and Early Civilizations
- Uso precoce: O álcool existe há milhares de anos. Civilizações antigas, como os egípcios e os gregos, usavam-no tanto para diversão quanto para rituais.
- Primeiros sinais de alerta: mesmo naquela época, alguns reconheciam o potencial de abuso. Por exemplo, Aristóteles alertou contra o consumo excessivo de vinho.
The Middle Ages to the 18th Century
- Um produto básico na vida diária: Na Idade Média, o álcool era uma parte comum da vida diária, muitas vezes mais seguro para beber do que a água. No entanto, a embriaguez era geralmente desaprovada.
- Destilação e bebidas espirituosas mais fortes: O desenvolvimento da destilação no século XII levou a formas mais fortes de álcool. Este período assistiu a um aumento do abuso de álcool e a um maior reconhecimento dos seus impactos na saúde.
19th Century: The Temperance Movement
- Preocupações crescentes: O século XIX viu uma preocupação crescente com o abuso de álcool. O Movimento da Temperança, que visava reduzir o consumo de álcool, ganhou impulso na Europa e na América.
- Tentativas de tratamento precoce: Este período também viu a abertura dos primeiros asilos para embriagados e o uso de métodos de tratamento precoce, embora fossem básicos para os padrões atuais.
20th Century: Medical Understanding and Modern Treatment
- AUD como condição médica: Foi somente no século 20 que o AUD começou a ser entendido como uma condição médica. A Associação Médica Americana declarou o alcoolismo uma doença em 1956.
- Alcoólicos Anônimos (AA): Fundada em 1935, AA introduziu o conceito de apoio de pares na recuperação – uma mudança significativa na abordagem de tratamento.
21st Century: Advances in Treatment and Awareness
- Tratamentos modernos: Hoje, temos muitos tratamentos para o AUD, que vão desde terapias assistidas por medicamentos até programas abrangentes de reabilitação.
- Maior conscientização: Há uma maior compreensão da complexidade do AUD, incluindo seus fatores psicológicos, sociais e genéticos – que exploraremos com mais detalhes.
Parte 2: Por que as pessoas desenvolvem AUD?
Hoje, sabemos que grande parte do "porquê" por trás do AUD (um termo preferido ao alcoolismo) está relacionado ao nosso cérebro, que - por mais incrível e complexo que seja - pode ser sequestrado por certos processos.
O álcool perturba o delicado equilíbrio das substâncias químicas do nosso cérebro, e o consumo excessivo e regular altera as nossas vias neurais, levando à dependência. É uma mistura de genética, saúde mental e meio ambiente.
Brain Chemistry and Addiction
- Dopamina e o fator de bem-estar: Nossos cérebros liberam dopamina, uma substância química que nos motiva a procurar e repetir atividades agradáveis, incluindo beber. O álcool dá ao cérebro uma sobrecarga de dopamina. Com o tempo, o cérebro começa a pensar: “Preciso de álcool para liberar dopamina!” e é aí que começa o ciclo do vício – e da dependência.
- O sistema de recompensa: O álcool afeta os circuitos de recompensa do cérebro dentro do nosso sistema límbico, que são projetados para lembrar atividades que nos fazem sentir bem, encorajando-nos a repeti-las. É um mecanismo de sobrevivência que, com o álcool, é sequestrado.
- Estrutura cerebral alterada: O consumo excessivo de álcool pode, na verdade, alterar a estrutura do nosso cérebro, particularmente nas áreas responsáveis pelo julgamento, tomada de decisões, aprendizagem, memória e controlo do comportamento, levando a desejos e tornando mais difícil resistir ao álcool.
Genetic and Environmental Factors
- A genética desempenha um papel: nossos genes podem influenciar o risco de desenvolver AUD. Algumas pessoas têm fatores genéticos que afetam o impacto do álcool no cérebro, tornando-as mais suscetíveis à dependência.
- O ambiente também é importante: o nosso ambiente, as experiências de vida e o círculo social podem influenciar os nossos hábitos de consumo e o potencial desenvolvimento do AUD.
Mental Health and AUD: A Two-Way Street
Também existe uma relação estreita entre AUD e problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Às vezes, as pessoas usam álcool para lidar com essas condições, mas o álcool também pode piorar ou desencadear problemas de saúde mental por si só.
Parte 3: A jornada pelos estágios do AUD
1. Early Stage: The Sneaky Beginnings
Reconhecer a fase inicial do AUD pode ser complicado, mas é muito importante. Vamos analisar como realmente é esse estágio inicial.
- Mudanças sutis: Geralmente começa aos poucos – talvez bebendo um pouco mais ou com mais frequência do que antes. As razões para beber também podem começar a mudar.
- Maior frequência e quantidade: o que costumava ser um fim de semana pode se transformar em dias de semana. O número de bebidas pode começar a aumentar.
- Beber por diferentes razões: Inicialmente, beber pode ser social, mas agora pode haver uma mudança – beber depois de um dia estressante ou para aliviar a ansiedade.
- Mudança nos ambientes sociais: Preferência por eventos ou locais onde haja disponibilidade de álcool, com uma mudança gradual do prazer do aspecto social para um foco mais no consumo de álcool em si.
- Feedback de amigos ou familiares: Os entes queridos podem notar mudanças, mesmo que mencionadas casualmente. Comentários como "Você vai ter outro?" podem ser indicadores precoces.
- Mudanças físicas e emocionais: necessidade de mais para sentir os mesmos efeitos (aumento da tolerância), alterações de humor, irritabilidade e negação ou minimização (“Posso parar a qualquer momento”).
2. Middle Stage: Increased Reliance on Alcohol
O estágio intermediário do AUD costuma ser um sinal de alerta. Os efeitos tornam-se mais tangíveis na vida quotidiana – deixar cair a bola no trabalho ou na vida pessoal, e o álcool torna-se mais uma necessidade. Beber sozinho ou manter segredo pode começar.
- Desejos regulares: O desejo por álcool torna-se uma ocorrência regular, se não diária.
- Beber se torna uma prioridade: planejar o dia em torno da bebida, ansiando por isso como o ponto alto e vendo a diversão sem álcool como um oxímoro.
- Sintomas de saúde física e mental: Aumento da tolerância, sintomas de abstinência precoce (irritabilidade, ansiedade, tremores), distúrbios do sono, problemas digestivos, confusão mental e problemas de memória.
- Mudanças comportamentais: Negligenciar responsabilidades, afastar-se de atividades sociais que não envolvam álcool, comportamento secreto sobre beber e respostas defensivas às preocupações.
3. Advanced Stage: Deepening Dependency on Alcohol
Esta fase é a mais difícil, mas compreendê-la é crucial para tomar medidas em direção à recuperação. O álcool muitas vezes se torna a parte central da vida - não se trata mais apenas de desejá-lo, mas de precisar dele para funcionar. Controlar o consumo de álcool torna-se cada vez mais difícil e a vida pode começar a desmoronar.
- Impactos mais graves na saúde: abstinência intensa (tremores, alucinações, convulsões), problemas de saúde física (danos no fígado, problemas cardíacos, problemas digestivos, sistema imunológico enfraquecido) e problemas de saúde mental (depressão, ansiedade).
- Impacto na vida pessoal e profissional: Relacionamentos tensos, consequências profissionais (perda de emprego), aumento da assunção de riscos (beber e dirigir) e questões legais (DUI, intoxicação pública).
O estágio avançado do AUD é sério, mas não é o fim do caminho. Com o apoio e tratamento certos, a recuperação é absolutamente possível! Trata-se de dar um passo corajoso para procurar ajuda e iniciar a jornada em direção a uma vida mais saudável e sem álcool.
Parte 4: Tratamento e Apoio para Cada Estágio: Um Mapa para a Recuperação
1. In the Early Stage: Getting a Grip
- Rastreie seus gatilhos: anote o que faz você querer beber – pense em você como um cientista coletando informações.
- Faça pequenas mudanças: estabeleça metas para reduzir o consumo, como pular a segunda bebida ou evitar situações tentadoras.
- Mude: substitua a bebida por algo mais saudável, como um novo hobby ou exercício.
- Menos estresse: experimente técnicas de relaxamento – meditação, ioga ou respiração profunda.
- Encontrando sua tribo: Grupos de apoio são poderosos. Grupos como a comunidade Quitemate podem ter vontade de encontrar sua família há muito perdida - eles conseguem porque estão lá também.
- Conversando com um profissional: Conversar com um terapeuta ou profissional de saúde especializado em dependência pode fornecer dicas e conselhos valiosos.
2. In the Middle Stage: Stepping It Up
- Programas ambulatoriais: Workshops onde você aprende, compartilha e ainda dorme na sua própria cama.
- Opções de medicamentos: Alguns medicamentos podem ajudar a reduzir os desejos ou facilitar a abstinência.
- Terapia regular: Continue as sessões de terapia - é como ter um treinador ao seu lado.
- Trazendo a família: Envolver a família na sua recuperação pode fortalecer o seu sistema de apoio.
3. In the Advanced Stage: Pulling Out All the Stops
- Desintoxicação com supervisão médica: Se a abstinência for difícil, fazê-la sob cuidados médicos pode torná-la mais segura e menos assustadora. Considere instalações de desintoxicação ou tratamento hospitalar – um intervalo para sua saúde.
- Planejando o longo prazo: Após a reabilitação, concentre-se no apoio contínuo, na terapia e nas estratégias para permanecer no caminho certo.
- Bem-estar para toda a pessoa: incorpore ioga, meditação ou outras atividades que façam você se sentir centrado e completo. Tratar bem o seu corpo é fundamental!
O que vem a seguir?
Como podemos ver, cada fase do AUD tem os seus próprios desafios e soluções. Encontre a opção certa para você e lembre-se de que pedir ajuda é sempre uma jogada inteligente.
Enfrentar o AUD é um grande negócio. Estamos todos juntos nisso e torcemos por você a cada passo do caminho! Vamos fazer esta jornada para a recuperação, um dia de cada vez.